sexta-feira, 30 de abril de 2010

Aluna é impedida de assistir aula por causa de uniforme


Pais de alunos da Unidade Integrada Professora Maria Pinho, da rede estadual de ensino, localizada no bairro do Cohatrac, denunciam que a diretora da instituição estaria impedindo que estudantes assistam aula, simplesmente porque não estariam com o uniforme completo da escola, que é composto de calça, blusão, meia e sapatos pretos.

A autônoma Cássia Carvalho Frós, de 40 anos disse que têm três filhos estudando na instituição de ensino e que na última quarta-feira, dia 28, a filha Márcia, de 10 anos teria sido barrada por uma funcionária da escola a mando da diretora Maria José Alcântara, ao tentar assistir aula de chinelo.

Cássia contou ainda que a filha teria ficado muito abalada ao ser repreendida pela funcionária por não estar de tênis. Muito nervosa, a menina teria ligado para a mãe, que ao chegar na escola encontrou a filha chorando do lado de fora do portão da instituição.

“A única coisa que minha filha fez foi ir de chinelinho para a escola. O que isso têm demais? Agora porque ainda não tive como comprar o tênis preto que completa o uniforme, minha filha não pode assistir aula? Isso é um absurdo!”, disse ela revoltada.

A autônoma informou que o caso da filha não é o único onde alunos são impedidos de entrar na escola por não estar com o uniforme completo. Ela lembra que há duas semanas outra criança também teria sido barrada no portão da escola por estar de chinelo.

Por causa do que aconteceu com a filha, Cássia Carvalho disse que entrou com uma ação no Ministério Público contra a escola.


Direção


A diretora da escola Maria José Alcântara, de 58 anos, negou todas as acusações. Ela disse que a instituição tem mesmo um uniforme padrão composto por calça, blusão, tênis (que não é obrigado ser da cor preta) e meias preta ou branca.

Maria José garante, porém, que nenhum aluno foi impedido de assistir aula por não estar com o uniforme completo e ressalta que nem mesmo é fixado um prazo para que os pais comprem todos os itens que compõem a farda do colégio.

“Essa denúncia não tem cabimento. Até porque quando os pais entram em contato conosco e dizem que não têm condição de comprar o fardamento completo, nós vamos pessoalmente pedir a doação do uniforme desse aluno às malharias dos bairros que são responsáveis pela comercialização da farda”, relatou.


O que diz a lei



De acordo com o promotor da Educação Paulo Avelar, a obrigatoriedade do uniforme na escola pública não é implícita na legislação educacional, porém a padronização dos alunos de uma determinada instituição de ensino é muito importante, pois serve para identificar o estudante em situações onde não é possível fazer uma identificação pessoal, como em casos de acidentes.

Avelar ressalta, porém, que a mesma legislação diz que nenhum aluno pode ser impedido de assistir aula por não trajar alguma peça do fardamento escolar e que, caso isso aconteça, os pais do estudante pode acionar a Promotoria da Educação, que o caso será investigado


A Promotoria da Educação fica localizada no prédio das promotorias de justiças da capital, situado no Retorno da Cohama, no antigo Garden Shopping.

Rodoviários ameaçam parar a partir da próxima quarta-feira


A partir da próxima semana, usuários de transporte coletivo da capital podem ter que encarar as consequências de mais uma greve de motoristas e cobradores e fiscais. A possível paralisação foi anunciada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão (Sttrema) Dorival Sousa Silva, na manhã desta quinta-feira, 29.

O presidente informou que a greve pode acontecer caso os empresários do setor não apresentem contraproposta satisfatória à proposta de reajuste salarial de 23% apresentada pelo sindicato. A reunião entre rodoviários e empresários está marcada para esta sexta-feira, 30, a partir das 14h na sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luis (SET).

“O aumento nas tarifas de transporte foi concedido há mais de três meses e até agora não vimos esse reajuste refletir em melhorias aos trabalhadores; seja em condições de trabalho ou no aumento salarial. Se não houver uma contraproposta plausível, nessa sexta-feira, já começa a vigorar o estado de greve e devemos para em 5 de maio”, esclareceu.

Atualmente, os valores dos salários dos rodoviários estão definidos assim: R$ 950 para motoristas, R$ 510 para cobradores e R$ 565 para fiscais. Dorival Silva relatou que, além do reajuste salarial, a pauta de reivindicações dos rodoviários conta ainda com propostas de redução da carga horária, que atualmente é de 7h e 20 minutos.

Além disso é pedido a garantia de vida para os trabalhadores, implantação de plano odontológico e acréscimo de dois membros da família do trabalhador como dependente no plano de saúde.

Desde o reajuste nas tarifas que os rodoviários vêm se reunindo com os empresários e apresentando reivindicações, porém após cinco reuniões, não houve nenhuma contraproposta da classe empresarial ao reajuste salarial proposto pela categoria. Para mobilizar e preparar os rodoviários a possível greve geral, o presidente informa que será feita uma panfletagem na tarde desta quinta e sexta-feira.

O superintendente do SET, Luis Cláudio Siqueira, informou que ainda não há uma contraproposta salarial por parte dos empresários, mas que o presidente do sindicato, José Luis Medeiros teria conversado com a classe empresarial no intuito de evitar a possível greve anunciada pelos rodoviários.

Siqueira informou ainda que a reunião marcada para esta sexta-feira, 30, pode não ser definitiva para a deflagração ou não da greve.

“A previsão de data definida pelos rodoviários para a deflagração da greve é na quarta-feira, dessa forma temos até terça para tentar evitar que a greve aconteça. Faremos o possível para isso”, concluiu o superintendente.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Escola abandonada na Cidade Operária é frequentada por assaltantes e usuários drogas



Cinco salas, quadra esportiva e uma ampla área. Por essa descrição pode-se imaginar que o local em questão é um espaço educativo e cultural. Porém, no prédio localizado à Avenida 103, via principal da Cidade Operária, apenas um quadro-negro em uma das salas e o nome da escola lembram que um dia lá funcionou o Jardim de Infância Chico Bento.

Órgãos comunitários e moradores da Cidade Operária reclamam que o local, onde há cerca de cinco anos funcionava a escola infantil, está sendo frequentado por assaltantes e usuários de drogas. O medo dos moradores é maior porque o antigo jardim de infância fica ao lado de duas outras escolas, as Unidades Integradas Justino Pereira e João Pereira Martins Neto.

Mato e muita sujeira imperam na antiga escola. Devido ao abandono, toda a estrutura do prédio está se deteriorando. As paredes começaram a cair, grades estão enferrujadas ou quebradas, portas e janelas arrancadas. Um lamentável sinal do descaso.

O conselheiro tutelar Anderson Martins, de 26 anos, disse que o prédio já teria sido requisitado pelo Conselho Tutelar da Cidade Operária, junto à Secretaria de Estado da Educação (Seeduc) para ser utilizado como sede do conselho e até mesmo como local de atividades educativas e culturais para crianças, porém o pedido teria sido negado pela Seeduc.

“Estamos denunciando esse descaso porque o Conselho Tutelar é responsável também por elaborar ações que atendam a crianças e adolescentes do bairro. Nós temos projetos para a utilização do prédio, falta a Secretaria de Educação liberar o uso”, diz.

O conselheiro citou números de crianças e adolescentes em situação de risco no bairro da Cidade Operária para justificar a necessidade de um local que possibilite a prática de atividades educativas.

Ele frisou que um levantamento feito pelo Conselho Tutelar apontou que, atualmente, cerca de 50 crianças passam boa parte do tempo nas ruas do bairro desenvolvendo alguns pequenos trabalhos, como vigiar carros e bicicletas. Um dos locais onde mais se vê crianças e adolescentes trabalhando no bairro, segundo Anderson Martins, é na feira.

O feirante Antônio José Santos, de 26 anos, contou que é comum ver os menores nas proximidades do mercado ou mesmo no local ajudando pais e outros familiares.

“Conheço vários meninos que ficam aqui trabalhando, seja vigiando carros e bicicletas ou ajudando algum parente que trabalha na feira. Agora fico olhando esse colégio abandonado, quando poderia ser usado para oferecer alguma atividade para essas crianças. É uma falta de atenção do poder público”, comenta.

O também feirante Reinaldo Aguiar, de 30 anos, disse que muitos dos adolescentes e crianças que trabalham no local, o fazem porque precisam ajudar os pais na renda familiar.

“Eu tenho dois filhos, mas tenho como mantê-los na escola sem precisar que eles trabalhem. Mas me coloco no lugar dos pais desses meninos que ficam aqui pela feira. Sei que eles permitem que os filhos façam isso porque não há um local que ofereça atividade de lazer e educação para eles”, observou.


A Assessoria da Seeduc informou, por meio de Nota, que o orgão encaminhou ao Ministério Público um documento solicitando a transferência do prédio do Jardim de Infância Chico Bento à rede municipal de ensino, responsável pela oferta da educação infantil segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, entretanto, até o momento não recebeu nenhuma resposta.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Moradores do Parque Timbiras fecham avenida em protesto a buraqueira e a esgoto estourado



Moradores do bairro Parque Timbiras interditaram na manhã desta segunda-feira, 26, a Avenida Vicente Venâncio de Queiroga. A via liga a Avenida dos Africanos aos bairros Coroadinho, Parque Pindorama, Parque Timbiras, Bom Jesus e Vila dos Nobres. Eles incendiaram pneus e pedaços de madeira em protesto contra a grande quantidade de buracos e os problemas no sistema de esgoto da avenida.

O morador Ângelo Pereira, de 30 anos, contou que por causa dos buracos, muitos acidentes já aconteceram no local, danificando veículos e em alguns casos fazendo vítimas.

“É lamentável a situação da nossa rua. Há cerca de 10 anos que convivemos com essa buraqueira e ninguém faz nada para resolver esse problema”, reclama.

O comerciante Arlindo Mendes, 39 anos, queixa-se das condições da avenida e diz que com os buracos e o esgoto a céu aberto que desce por toda a via, ele e muitas outras pessoas que têm empreendimento no local acabam por acumular muitos prejuízos.

“Nós pagamos nossos impostos, é nosso direito ter o local de trabalho preservado. Do jeito que a rua se encontra, fica difícil ter algum lucro aqui. Para abastecer meu frigorífico é aquela dificuldade, pois os carros quase não conseguem trafegar”, relatou.

No momento da manifestação, um esgoto estourou na residência da dona de casa Sandra Maria de Morais, de 22 anos, escorria por toda a avenida. Segundo a moradora, o problema acontece há mais de duas semanas.

Ainda por volta das 9h da manhã, a grande fumaça formada pela queima dos pneus e pedaços de madeira inviabilizou o tráfego na Avenida Vicente Venâncio de Queiroga, o que perdurou por grande parte da manhã. O cheiro forte da fumaça também incomodava quem passava pelo local.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e ajudou a apagar as chamas e a diminuir os transtornos causados pela ação dos manifestantes. Por causa de alguns moradores mais exaltados, a polícia também foi chamada e garantiu o clima pacífico do protesto. Logo que a visibilidade melhorou, a estrada foi liberada.

Em nota, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informou que uma equipe do órgão foi enviada à Avenida Vicente Venâncio de Queiroga ainda na tarde desta segunda-feira e deu início aos serviços de recuperação da camada asfáltica do local.

O diretor de Operação e Manutenção da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Cristovam Filho informou que uma equipe do órgão também foi envida ao local para tomar as devidas providências no sentido de solucionar o problema.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Fundação Nelson Mandela ajuda a mudar o futuro de crianças da Liberdade



“O meu objetivo é proporcionar a melhoria da qualidade de vida desses garotos através da educação, da prática esportiva e cultural”.

A afirmação esperançosa é do sócio-educador Linaldo Jeferson Pereira, de 48 anos. Ele é fundador e coordenador da Fundação Nelson Mandela, que há um ano trabalha com crianças e adolescentes em situação de risco dos bairros da Liberdade, Fé em Deus e adjacências.

Desde abril de 2009, a fundação, que tem como fonte de inspiração o grande líder e ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, oferece atividades lúdicas e educativas a crianças e adolescentes, como reforço escolar, cursinho pré-vestibular, aulas de informática, capoeira, dança de rua, balé e prática de voleibol para mulheres e futebol de salão para os homens.

As atividades esportivas são realizadas na quadra poliesportiva da Liberdade e aos domingos na quadra do colégio Alberto Pinheiro, no Centro. Já as atividades culturais e educacionais acontecem na sede da União dos Moradores da Rua do Poço, entidade do bairro.

Linaldo contou que a idéia de criar uma fundação que assistisse a crianças do bairro surgiu a partir do trabalho que ele desenvolve há dois anos como sócio-educador no Centro de Juventude e Esperança (CJE), da Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão (Funac), na Maiobinha.

“Essa experiência na Funac me fez perceber que mais importante do que tratar e ressocializar crianças e adolescentes é evitar que eles sejam internados lá. É necessário fazer com eles afastem-se do mundo do crime. O projeto da Fundação Nelson Mandela surgiu a partir dessa constatação”, explica.

O sócio-educador disse que o trabalho da fundação funciona como um suporte à falta de assistência do Estado em regiões periféricas, o que acaba por tornar impossível o sonho de muitos moradores dessas áreas.

Atualmente a Fundação Nelson Mandela atende 83 crianças e adolescentes da Liberdade e bairros adjacentes, entre 8 e 18 anos.

Resultados do trabalho
Com menos de um ano de atuação, já é possível perceber os primeiros resultados do trabalho desenvolvido pela Fundação Nelson Mandela. Um exemplo é o adolescente Sidney Patrick do Nascimento, de 15 anos, que recentemente foi aprovado em 3º lugar para o curso de Matemática na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Sidney começou a participar da fundação logo no início de suas atividades e foi um dos primeiros alunos do cursinho pré-vestibular oferecido pelo projeto. Ele conta como a entidade o ajudou a ter êxito no sonho de entrar na universidade.

“Na fundação eu sempre encontrei incentivo para estudar. O Linaldo sempre me falava da importância de ter um bom futuro, de lutar pelos nossos sonhos. Isso foi muito importante para que eu não desistisse e conseguisse passar no vestibular”, lembra.

Os adolescentes Ítalo André Araújo, de 12 anos e Carlos André de Abreu, de 14, participam das atividades oferecidas pela fundação desde o seu início. Eles falam da entidade e dos sonhos que têm.

“As atividades que faço aqui me fizeram a tirar da minha cabeça muitas coisas ruins. Aqui também aprendi a fazer o bem ás pessoas, por isso quando eu crescer quero ser bombeiro, para poder salvar muitas vidas”, conta Carlos André.

Já Ítalo disse que gosta muito das atividades que desenvolve na entidade e que depois que começou a participar das aulas de reforço, as suas notas na escola melhoraram muito. O adolescente estuda a 5ª série do ensino fundamental.

Festa de aniversário


No último domingo, dia 25, a Fundação Nelson Mandela comemorou seu primeiro aniversário com uma festa na sede da União dos Moradores da Rua do Poço. Na ocasião foram entregues os certificados de conclusão de curso de informática e cerâmica à crianças e adolescentes.


Como ajudar

Apesar de todo o esforço e boa vontade das famílias das crianças e adolescentes atendidas pela Fundação Nelson Mandela, Linaldo Jeferson diz que ainda precisa de muita ajuda. Ele conta que falta principalmente material escolar para realizar atividades educacionais e voluntárias que ministrem cursos de formação.

Quem estiver interessado em contribuir com a entidade pode entrar em contato com o coordenador Linaldo Jeferson através do telefone 8837-7354.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Professores do estado paralisam por 48h e podem fazer greve geral a partir da próxima semana


Professores da rede estadual de ensino voltaram a paralisar as atividades nesta quinta-feira, dia 22. A paralisação será por 48 horas e faz parte da mobilização dentro da Semana Nacional de Valorização e Promoção da Educação Pública. Porém, caso governo e sindicato não cheguem a um consenso na reunião que acontece na próxima segunda-feira, 26, pode ser deflagrada greve geral da categoria.

A reunião entre o secretário de Educação, Anselmo Raposo e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) irá funcionar como ultimato do sindicato ao governo, segundo afirma O secretário de comunicação do Sinproesemma, Júlio Guterres.

“Vamos aguardar essa reunião de segunda-feira. Se percebermos que as negociações não avançam, deflagraremos uma greve geral", garantiu.

Sobre a possibilidade de greve geral e as demais reclamações dos educadores, a assessoria da Secretaria de Educação (Seeduc) informou que só irá se pronunciar após a reunião de segunda-feira, mas que está confiante que todos os impasses serão resolvidos nessa reunião.

Guterres informou que após a última paralisação da classe, realizada em 6 de abril, houve apenas uma reunião entre a diretoria do Sindicato e o novo secretário de Educação, Anselmo Raposo. A reunião serviu apenas para os educadores apresentarem reivindicações e informar a situação da rede estadual de ensino ao novo secretário e ouvir as propostas do governo.

Escolas sem professores

Júlio Guterres disse que, além da aprovação do Estatuto do Educador, o sindicato está cobrando também a regularização da situação da educação estadual. Ele relata que muitas escolas estão sem aulas em todo o estado porque faltam professores.

“A situação das escolas em todo o estado mostra o pouco caso que o governo do estado está tratando a educação”, denunciou.

A falta de professores, segundo o secretário de comunicação, acontece devido a demora do governo em chamar os aprovados no concurso público e no seletivo realizados no início do semestre. Ele disse também que o total de nove mil professores aprovados nos seletivos é insuficiente para completar o quadro das escolas da rede estadual.

Gutrerres frisou que de acordo com um levantamento realizado pelo Sinproesemma, São Luis é o município onde há a maior deficiência no quadro de professores das escolas estaduais.

“Em São Luis a escola que tem o melhor quadro de professores, faltam 10 profissionais. Essa realidade é uma constante em todo o estado”, relatou.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Obra inacabada deixa rua no João de Deus em condições intrafegáveis



Moradores da Rua Taubaté, no bairro do João de Deus, reclamam que a via ficou intrafegável depois de obras de troca da tubulação de esgoto realizado pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema).

A recepcionista Francisca Pereira, de 30 anos, contou que os serviços teriam sido concluídos há quatro meses. Porém, mesmo com o fim da obra, os operários não teriam feito a recuperação do asfalto.

A moradora disse que com as chuvas, as irregularidades deixadas pelos operários na rua aumentaram a ponto de impossibilitar a circulação de automóveis na via.

“Na semana passada, uma grávida teve que ser levada nos braços para o hospital porque um táxi que a levaria não conseguiu entrar na rua”, lembra.

Francisca relata ainda que por causa da intrafegabilidade da via, até o carro da limpeza pública deixou de passar no local e que por causa disso, há duas semanas os moradores precisam levar o lixo num carro de mão até a avenida principal do bairro para que seja levado pelo caminhão.

A dona de casa Maria de Lourdes Morais, de 49 anos, alerta ainda para o perigo que os moradores estão correndo devido a água que fica empoçada nos buracos deixados ao longo da rua.

“Depois que começou a chover já encontramos alguns focos do mosquito da dengue na água que fica empoçada no meio da rua. Isso virou um perigo para todo mundo”, queixa-se.

O diretor de Operação e Manutenção da Caema, Cristovam Filho informou que a obra troca da tubulação de esgoto no João de Deus faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Ele informou ainda que comunicará a coordenação do PAC para que acelerem os serviços de recomposição asfáltica no local.