sábado, 5 de dezembro de 2009

Pouca procura no início das inscrições para o programa "Minha Casa Minha Vida"


As inscrições para o Programa Minha Casa Minha Vida, direcionado a pessoas de baixa renda que ganham de 0 a 3 salários mínimos, foram iniciadas nesta sexta-feira, 4 e seguem até o próximo dia 18, sempre das 8h às 17h em postos espalhados em São Luís.

A Secretaria de estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), responsável pelo cadastramento, informou que os oito postos montados para a realização das inscrições estão atendendo normalmente e que, por enquanto à procura ainda é pequena devido esse ser o primeiro dia, mas que nos próximos dias as procuras devem aumentar.

A requerente a uma das moradias do programa, Mirna Brito, de 27 anos, moradora da Cohab, disse que o atendimento estava acontecendo de forma tranquila.

“Está tudo calmo. Se continuar assim não vai haver estresse, até porque as inscrições estão sendo feitas através de senhas, o que facilita”, relatou.

Famílias do Residencial Tiradentes reclamam da demora na regularização de terreno


O direito à moradia digna é um direito presente na Declaração Universal dos Direitos Humanos desde 1948. Mesmo esse direito sendo aceito e aplicável em todas as partes do mundo como um dos direitos fundamentais para a vida das pessoas, muitas pessoas ainda, sofrem para ter um local digno para morar.

Cerca de 1.170 famílias do bairro Cidade Olímpica, em São Luis, lutam há quase dois anos por essa conquista. Desde abril de 2008 que elas almejam um terreno privado e sem uso de 30 hectares para poder realizar o sonho da casa própria. Para isso, solicitaram ao governo do estado a compra do local.

Em meados de 2008 eles conseguiram com o governo Jackson Lago, o pagamento de 16 dos 30 hectares. Porém, há oito meses, esperam o cumprimento de uma promessa feita pelo atual governo, que se comprometeu a pagar os 14 hectares restantes.

Desde o dia 14 de maior, as famílias montaram acampamento no local para tentar pressionar o governo a tomar providências para resolver a situação. O acampamento transformou-se no Residencial Tiradentes.

O presidente da Associação de Apoio e Amparo às Famílias do Projeto Residencial Tiradentes, Evandro Silva da Conceição, disse que depois do governo do estado passar mais de sete meses prometendo pagar o restante dos hectares para que as famílias tivessem a posse legal da área, ele veio recentemente com outra proposta que só aumenta a angústia dos moradores por não ter a definição de sua moradia.

A proposta que foi feita pela Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) estaria relacionada com a aquisição do terreno pelo governo, para ser utilização na construção de casas do Programa Minha Casa Minha Vida. As moradias seriam sorteadas entre servidores públicos estaduais.

Em contrapartida, a Secid compraria um terreno de 40 hectares ao lado do Residencial Tiradentes e daria às famílias acampadas no residencial. Evandro falou ainda que o governo prometeu doar parte do material de construção às famílias. Até agora, porém, nem uma coisa nem outra.

Devido à demora do governo em tomar uma providência, os moradores temem a invasão de outras pessoas ao local.

“Algumas tentativas de invasão já aconteceram aqui. Fomos obrigados a pedir apoio policial, porque tememos por nossas vidas”, relatou um morador.

Reunidos num barracão, grande parte das famílias, reivindicam a inclusão do Projeto Residencial Tiradentes no programa Minha Casa Minha Vida, realizado pelo Governo Federal em parceria com estados e municípios.

A Assessoria de Comunicação da Secid informou que, a demora na resolução do problema deve-se do terreno já ter sido encontrado nessa situação e do local ser uma invasão, o que dificulta a regularização do terreno.

Contudo, a Secid relata que está fazendo o possível para resolver o problema e incluir as famílias do Residencial Tiradentes no Programa Minha Casa Minha Vida. Para isso, os moradores estão sendo chamados para a verificação de documentos e entrevista onde vai ser comprovado quem realmente necessita de moradia.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, deficiente físico fala das dificuldades no dia-a-dia


Jorge Henrique, de 38 anos, morador do bairro da Areinha é deficiente físico há 18 anos. Ele ficou paraplégico em 1991, depois de ser vítima de arma de fogo. Jorge faz parte dos 200 mil deficientes que moram na capital.

No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, nesta quinta-feira, 3, o cadeirante falou sobre as principais dificuldades de locomoção, acessibilidade e empregabilidade. Ele faz questão de mostrar as vitórias conseguidas, em detrimento da deficiência.

Calçadas quebradas, sem rampa, ônibus sem elevador ou com motoristas e cobradores que não sabem operar. Estas são algumas das principais dificuldades apontadas por Henrique. Porém, isso tudo é apenas mais um obstáculo na vida de quem tem deficiência. Eles não se deixam abater e procuram levar a vida em frente.

Henrique faz parte o time de basquete para cadeirantes da Associação do Lesado Medular (Alm), da qual é também coordenador. Há anos o órgão luta pelo respeito e pela implementação de políticas públicas às pessoas com deficiência física. O basquete é uma forma utilizada pela associação para o deficiente viver bem mesmo com as dificuldades diárias.

Emprego

“Hoje já existem algumas empresas que reservam vagas para pessoas com deficiência, porém, essas vagas ainda são poucas. A maioria é destinadas à quem tem uma deficiência que não o impeça de andar. Para cadeirantes quase não há vagas”, reclama.

Além das reduzidas oportunidades de emprego, Jorge relata que os deficientes são taxados como desqualificados ou incompetentes. Ele considera esse tipo de visão como preconceituosa é simplista.

“Nós estamos nos qualificando, pois assim como os não-deficientes, também queremos e podemos trabalhar, só precisamos de algumas adaptações em banheiros, portas, entre outros locais”, contou.

Atualmente Henrique trabalha como autônomo, mas pretende iniciar em breve um curso de montagem e manutenção de micros. Com isso, ele pretende conseguir um emprego melhor.

Transporte

O Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência coloca o transporte público como principal obstáculo para os deficientes.

Nem todos os ônibus possuem elevadores para usuários de cadeiras de rodas. E mesmo quando existem, segundo o Conselho, não há um motorista treinado para operá-lo. Outro problema é a falta de aviso sonoro das paradas, o deficiente visual desconhece onde está. A esperança é que, de acordo com a Lei 8.296, de 2005, em até dez anos toda a frota de cidades que são capitais estejam adequadas, incluindo São Luís.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ajude as crianças da Escola Tia Valdecira a ter um Feliz Natal!


Um cartaz afixado na frente da escolinha Tia Valdecira faz um apelo: “Neste Natal faça uma criança feliz, doe brinquedos!”. A escola existe há mais de 15 anos e possui uma creche que recebe crianças de 0 a 6 anos e oferece também Ensino Fundamental para crianças de 7 a 10 anos. Nos turnos matutino e vespertino, aproximadamente 200 crianças são atendidas pela escola que sobrevive com doações. O apelo afixado no muro da escola é para arrecadar brinquedos para a festa de Natal das crianças.

No início do seu funcionamento, a escola cobrava uma taxa de R$ 5. Contudo, algumas mães não podiam pagar a taxa que foi extinta.

A escola recebe o nome de sua fundadora e gestora Valdecira Leitão Ferreira, de 44 anos. Tia Valdecira, como é carinhosamente chamada pelas crianças fala do prazer que tem em realizar a atividade solidária. “Eu já nasci com esse dom de ajudar. O prazer é maior porque a escola ajuda mães carentes”, diz.

Ela aproveita também para pedir doações de brinquedos, fraldas, colchões e alimentos. “Como não cobramos taxa nenhuma, tudo que temos vem de doações feitas por comerciantes do bairro e pelos próprios pais, que quando podem ajudam, principalmente com alimentos. Por isso clamamos a todas as pessoas de bom coração que nos ajudem a ajudar ainda mais”, disse Valdecira.

Recentemente a escola assinou um convênio com a Prefeitura de São Luís para o pagamento das professoras, que antes trabalhavam como voluntárias.

A boa filha a casa torna

O sucesso do trabalho na Escola Tia Valdecira pode ser medido a partir de casos como o de Josiane Ferreira, de 21 anos, que estudou durante três anos na Escola Tia Valdecira e hoje, depois de concluir o Ensino Médio, é professora da instituição. Ao fazer uma relação do tempo em que estudou na escola e hoje, a jovem se emociona, principalmente quando lembra da avó, já falecida, que a incentivou ao serviço solidário. “É uma alegria muito grande poder cuidar dessas crianças, até porque eu já estive no lugar delas. Quando eu estudei aqui, a minha avó era a merendeira e foi ela quem me ensinou a ajudar os outros. Eu continuo um trabalho que ela sempre fez”, relata com lágrimas nos olhos.

Como fazer doações

A campanha “Neste natal faça uma criança feliz, doe brinquedos!”, foi iniciada pela escola no mês de novembro, mas até agora não recebeu nenhuma doação. A Coordenadora Pedagógica, Ana Cleres Alves, de 34 anos, conta que a campanha ainda não recebeu doações por causa da divulgação que é pouca. É feita apenas por meio do cartaz afixado na frente da escola e de ofícios enviados á comerciantes do bairro.

Quem quiser ajudar as crianças da Escola Tia Valdecira, pode dirigir-se até sua sede na Avenida José Sarney, nº. 708, Jardim São Cristóvão I, próximo ao parque Independência, onde acontece a Expoema. Os interessados também podem entrar em contato pelos telefones 3244-9864 ou 8126-6977 (Valdecira) e 9113-0065 (Ana Cleres).

Assassinato de empresário engarrafa Avenida Getúlio Vargas


O assassinato do empresário Edgard Ferreira dos Santos, na manhã desta quarta-feira, 2, gerou um congestionamento quilométrico na na Avenida Getúlio Vargas, no Monte Castelo, por mais de duas horas.

O crime ocorreu por volta das 8h15. O empresário atravessou a avenida, próximo à igreja Nossa Senhora da Conceição quando o assassino desceu do carro, chamou a vítima pelo nome e deu um tiro certeiro na nuca da vítima.

Muitos curiosos aglomeraram-se ao redor do local do crime, o que acabou dificultando o trânsito. O engarrafamento chegou até a Avenida São Marçal (no sentido João Paulo) e até o antigo Supermercado Lusitana (no sentido Centro).

O trânsito só foi normalizado após a remoção do corpo pelos técnicos do Instituto Médico Legal (IML), por volta de 10h30.

Igreja com quase meio século está abandonada no Cruzeiro de Santa Bárbara


Com cerca de meio século de existência, a Igreja do Imaculado Coração de Maria, no bairro Cruzeiro de Santa Bárbara, resiste ao tempo e ao descaso dos fiéis e das autoridades competentes. Uma inscrição em latim feita na frente da igreja, e já quase apagada, marca a temporalidade do santuário.

Aldenora Francisca da Costa, de 70 anos, que presenciou a construção da igrejinha, lamenta a situação atual. Ela diz que o abandono não é maior porque um grupo de senhoras, do qual faz parte, estão sempre zelando pelo templo.

“A própria comunidade não liga para a igreja. No tempo do festejo, no mês de maio, é o único momento em que se vê um número maior de pessoas nas celebrações”, relata.

Atualmente a igreja passa por uma reforma custeada com recursos do grupo de senhoras da comunidade. Os reparos são uma preparação para o tríduo, realizado de 6 a 8 de dezembro, em homenagem à Nossa Senhora da Conceição.

Dona Aldenora clama à comunidade do Cruzeiro de Santa Bárbara que se empenhem na preservação do templo e participem mais das celebrações. Ela também pede às autoridades que façam alguma coisa pela conservação da igrejinha de quase meio século.

“Vi essa igreja ser construída e fico muito triste ao vê-la nesse estado de quase abandono. Peço aos fiéis que ajudem a conservar a casa do povo de Deus, pois Ele nos dá tanta coisa que o mínimo que podemos fazer é cuidar do local onde nos reunimos para orar a Ele”, desabafa.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Moradores reclamam de mau cheiro e sujeira causados por esgoto entupido na Forquilha


Há mais de dois anos moradores e comerciantes do km 2 da Estrada de Ribamar, no bairro da Forquilha, convivem com um problema que resulta em vários transtornos. Um esgoto entupido incomoda quem passa no local e atormenta a vida de quem mora ou trabalha nas proximidades.

Os moradores avisam que já comunicaram a existência do problema, mas nada foi feito, o mau cheiro continua a incomodá-los.

Apesar disso, os moradores afirmam que a companhia não voltou para resolver o problema. João Carlos Figueiredo, de 48 anos, é proprietário de um supermercado que fica na frente do esgoto, Ele diz que a sujeira e o mau cheiro prejudicam a atividade comercial.

“Essa sujeira exala um mau cheiro que compromete as verduras e frutas que ficam expostas na frente do meu comércio. Isso prejudica minha venda”, reclama.

Figueiredo lembra que há muito tempo moradores e comerciantes fazem queixas à Caema. Contudo, a companhia simplesmente os ignora.

“A gente tem que implorar para a Caema resolver um problema. Sendo que isso é uma obrigação deles”, diz o comerciante.

Em nota, a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) informou que enviará uma equipe técnica ao local para analisar o problema e tomar providências.